Nunca o nome deste blog foi tão apto: estamos no início de Maio e já estou a sonhar com o Inverno, com chuva e com o Natal. Gosto do pretexto para gorros com orelhas e boinas com lantejoulas, luvas vermelhas e casacões quentes. A chuva e o vento não me incomodam, especialmente se comparados com os 30ºC de ontem: o Verão é um tormento para mim. Prevê-se sofrimento profundo até Outubro. Desabafo terminado: prometo não me queixar (muito) mais.
Mesmo tendo o Verão como inimigo de toda a minha produtividade, reconheço-lhes alguns encantos: poder usar blusas esvoaçantes de manga curta, dar mergulhos no mar e fins de tarde com uma luz dourada, tão bonita.
No Verão, é ao final da tarde que me sinto mais impaciente, acordo para a vida e quero fazer qualquer coisa: o calor sufocante já passou, mas ainda há luz e movimento. É ao final da tarde que mais gosto de estar na praia. Não o faço há anos, mas deste Verão não passa.
Na segunda-feira, apanhei o autocarro para casa, pus a máquina fotográfica na mochila e voltei a sair, para sossegar a filoxera. Fui até Belém e durante uma hora, fotografei os pormenores que me atraíram o olhar: janelas, flores, edifícios coloridos, azulejos. A luz chamava-me.
(Note to self: da próxima vez, focar as próprias das florzinhas.)
A minha preferida:










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