Revi "Coco Avant Chanel"; queria algo familiar e que me distraísse. Gosto das roupas, da música, da história, da Coco de Audrey Tautou (a eterna Amélie Poulain), do facto de ser em francês, que me é desconhecido e agradável. Repito as falas das personagens numa má tentativa de apreender algumas palavras e um pouco daquela entoação difícil.
Gosto da história desta senhora: Gabrielle, Coco, Mademoiselle. Tinha visão e carisma, parece-me.
Agulha e linha foram os seus instrumentos para operar uma pequena mudança na vivência feminina. Fez voar os pássaros dos chapéus, rasgou os espartilhos e deixou-nos respirar, arrancou quilos de tecido em folhos, trouxe-nos o preto, criou calças para as mulheres e arrancou os saltos dos sapatos. Uniu beleza e funcionalidade. Criou com a noção de que em cada peça de roupa habitava uma mulher de carne e osso que precisava de conforto e mobilidade, não um manequim, um expositor.
Ao rever o filme, lembrei-me destes vídeos que, em catorze pequenos capítulos, contam a história da Maison Chanel. Os três que vos deixo contam a biografia da sua criadora. Ainda que não se tenha interesse por este universo, os vídeos são bem bonitos.
Uns acharão esta coisa de trapos, perfumes e jóias algo fútil, caro e desnecessário. Eu acho que nem só de coisas úteis vivem os homens (nem as mulheres).
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