07/03/16

Icing on the cake

Gosto de pequenas celebrações com os de sempre: todos se conhecem, dão-se bem e a conversa flui de futebol a livros, passando pelos vestidos da passadeira vermelha dos Óscares e coisas do dia-a-dia. Cada um se senta onde encontrar lugar, os pratos vão sendo servidos e passados uns pelos outros até ao seu destinatário final assim como talheres e semelhante parafernália.

Estou feliz entre os meus. Evito ansiedades sociais por juntar grupos de amigos que não se conhecem, ter alguém que está sozinho e tentar compatibilizar as vontades de trinta pessoas. Ufa! As minhas únicas tarefas foram três ou quatro telefonemas, compras de última hora na mercearia da rua, saltear espinafres e tratar do bolo.

Quando era miúda, queria sempre o mesmo bolo de aniversário: uma espécie de pão de ló com uma camada de fruta fresca e chantilly. O meu Pai levava-me muitas vezes uma fatia para o lanche, que ia buscar quando saía para comprar o jornal. Já tinha ficado de olho nesta receita e decidi fazê-la, ignorando o sensato ensinamento que diz para não experimentar receitas novas em dias de festa.


À falta de uma forma redonda, usei uma forma rectangular grande e cortei o bolo em duas metades que sobrepus. (A fotografia em cima é a da camada do meio, mas apetece comer só assim, não é?) Algo falhou; creio que não era suposto ter tanto chantilly, mas acabei por cobri-lo por inteiro, aproveitando para disfarçar as diferenças nas laterais. Sob a ameaça de desabamento de camadas doces, não coloquei no bolo todos os morangos, mas servimo-los numa taça à parte e acompanharam cada fatia.

Pusemos o bolo num prato bonito e voilá! Um pouco tosco, mas delicioso!



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