Nem sei bem por onde começar, o concerto acabou há 3 horas e ainda estou assoberbada, com a emoção à flor da pele. Mas quero registar isto antes que a adrenalina se esgote. Saltei quando vi os bilhetes na caixa de correio, convidei uma amiga que ficou histérica e hoje saltámos, cantámos, dançámos e batemos palmas até ficar com as mãos doridas. Não vou a tantos concertos quanto gostaria, mas este valeu por dez, por quinze, por muitos!
Contemplei quase todas as catástrofes possíveis: os bilhetes não chegarem a tempo, partir uma perna (eu ou a Adele, era igual), alguém morrer e eu ter de ir ao funeral, quebrar-se uma janela no próprio dia do concerto e ter de fazer babysitting à casa, o carro da minha amiga avariar no caminho para o MEO Arena e termos de esperar pelo reboque, tive um pesadelo em que sonhava que substituíam a Adele pela Anita (aquela do Show das Poderosas, go figure!) e que por isso, perdia o concerto... Quem não lida com ansiedade, não sabe do que estou a falar.
A Adele é maravilhosa, elegante e nada vedeta, cheia de sentido de humor e empatia, com uma voz potente que não lhe falhou nem uma vez. Eu estava com medo que a coisa lhe corresse mal, com tantos concertos e tanto esforço vocal, mas não. Chamou miúdos ao palco, conversou, disse palavrões como é seu apanágio e contou-nos que foi ao Oceanário e à praia com toda a sua equipa e que se besuntou com factor 50. Adoro-a ainda mais, mesmo não achando que fosse possível.
Os efeitos visuais eram complementos perfeitos. A chuva à sua volta em Set fire to the rain e as suas fotografias de infância em pano de fundo enquanto cantava When we were young, a par dos famosos confetti dourados com as letras das músicas que foram lançados em Rolling in the deep, foram excepcionais. Mas até isso teria dispensado. Só lá fomos para ouvi-la cantar e para cantar com ela. Sempre que nos juntámos à sua voz, a energia era indescritível.
Esperei muito por isto, ouvi as suas músicas até à exaustão, vi todos os vídeos existentes nos cantos mais recônditos da internet. Esperei muito pelo 25, esperei pelo dia em que pudesse comprar os bilhetes, esperei que chegassem pelo correio e contei os dias até ao concerto. Hoje, fartei-me de chorar. Chorei durante o dia enquanto ouvia as músicas dela, durante o concerto e quando cheguei a casa, numa mistura de descarga emocional e desgosto por já ter acabado.
Foi muito estranho, mas de vez em quando, sentia que só estava ali eu e ela, que ela estava a cantar para mim. Emocionei-me muito quando, ao cantar Hometown glory, apareceu atrás dela o Terreiro do Paço: foi a primeira música dela que ouvi, no Verão de 2010, e ela não o sabe, mas caminhei muitas vezes naquele lugar a ouvir essa mesma música. Continua a ser das minhas preferidas, das que mais me diz. Não se esquivou à Skyfall e fiz figas por ela, para que conseguisse aguentar as notas mais difíceis. Apesar de estar à espera, fiquei maravilhada pelas luzes dos telemóveis acesas por toda a plateia em Make you feel my love. Cantei e viajei no tempo com Someone like you: voltei a ter 17 anos e a achar que o mundo tinha acabado. O final foi extasiante: toda a gente a cantar Rolling in the deep, a bater palmas, milhares de pessoas como uma só a dar uma nova vida à música que ouço todos os dias. (Literalmente todos os dias. Perguntem à minha mãe.)
Eu não queria esquecer-me de nada, queria registar tudo o que senti, mesmo que seja lamechas, desinteressante ou que ainda não consiga articular qualquer pensamento coerente. Tão rápido quanto passaram os meses em que esperei por isto, assim se passou o concerto: a voar!
Dearest Adele, please come back, will you?
PS - As fotos não poderiam estar mais desfocadas, mas gostei destas assim mesmo.
* Updates tardios: vou-me lembrando de pequenas coisas e quero registá-las! *
PS 2 - A Adele também fez questão de encantar os portugueses dizendo que o Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo e que ele foi visto em Londres, pelo que esperava que ele voltasse para Inglaterra!
PS 3 - Um dos momentos mais ternurentos foi o final de When we were young, pois a última fotografia foi uma dela, grávida. Toda a gente gritou, bateu palmas e ela sorriu, emocionada.
PS 4 - Outro momento ternurento: enquanto explicava porque escreveu When we were young e como se sentia mudada depois de ser mãe, disse "And I think every mom feels like this, but don't feel bad about it because we were fucking great before we had kids, and we are fucking great now!"
* Updates tardios: vou-me lembrando de pequenas coisas e quero registá-las! *
PS 2 - A Adele também fez questão de encantar os portugueses dizendo que o Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo e que ele foi visto em Londres, pelo que esperava que ele voltasse para Inglaterra!
PS 3 - Um dos momentos mais ternurentos foi o final de When we were young, pois a última fotografia foi uma dela, grávida. Toda a gente gritou, bateu palmas e ela sorriu, emocionada.
PS 4 - Outro momento ternurento: enquanto explicava porque escreveu When we were young e como se sentia mudada depois de ser mãe, disse "And I think every mom feels like this, but don't feel bad about it because we were fucking great before we had kids, and we are fucking great now!"



0 comentários:
Enviar um comentário