28/02/16

Casa

Por vezes, as paredes que nos confortam e protegem são as mesmas que nos oprimem.
Os dias menos bons também pertencem ao calendário.
Olhar pela janela não chega.
Urge sair. Ignorar o pó, a tralha sem lugar e sem ordem, a louça por lavar.
Sair. Andar. Sentir o vento, o ar frio, o sol na cara.
Rir um pouco, conversar. Desanuviar, relativizar.
E quando voltamos a casa, ela é de novo o que sempre nos foi: perfeita.

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