Estamos quase a despedir-nos do Inverno.
Ida a duas livrarias, com a surpresa de ver o livro do meu Pai na estante de uma delas. (Devia tê-lo colocado numa prateleira acima; só depois me ocorreu tal coisa.)
Céu azul e prédios de cores pastel: amarelo, rosa, azul, verde-água. Vento que a lente não pode registar.
Imagino o interior destas casas onde o sol bate: chão de madeira, janelas de portada e paredes brancas para absorver esta luz quente.
Gulbenkian: um pequeno bosque no meio da cidade. Aqui podemos sempre encontrar algum silêncio. Cheia de recantos escondidos, associo os seus edifícios à obra de Frank Lloyd Wright, uma composição entre arquitectura e natureza.
Os habitantes de sempre estavam agitados: um deles nadava freneticamente. Dois deles lutaram durante uns segundos e outros bem pequeninos deslizavam pela água, a brincar. Tentei captá-los, mas uns foram demasiado velozes, outros ficaram intimidados e fugiram.
Serão cerejeiras ou amendoeiras? Não sei distingui-las, mas gosto das suas copas quando todas as flores desabrocham, quando as pétalas se deixam cair numa chuva feliz.
A Primavera está a chegar.








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