14/03/16

Leitur(i)a(s)

Livros, livros, livros! A par do sol e programas familiares, foram a constante deste fim de semana.
Nas minhas aulas, os livros estão sempre presentes (estudo Edição de Texto, pelo que não é de estranhar) e todos os dias aprendo algo. Um autor que me era desconhecido, um facto curioso, boas livrarias desta nossa cidade e coisas do género, que alimentam esta alma de bibliófila.

O nome "Leituria" surgiu algures numa aula e juntei-a à lista de livrarias independentes que queria conhecer. Visitei-a este fim de semana com colegas com o pretexto de assistir a uma palestra intitulada "Realismo Mágico?", uma corrente literária que já me cativava. Para a minha infinita lista de futuras leituras entraram directamente Gabriela Mistral, José Donoso (Casa de Campo), Miguel Ángel Asturias, Cortázar (Rayuela), Jorge Luis Borges e Gabriel García Márquez; Gabo tem um lugar especial.



A Leituria é confortável e visualmente interessante para lá da multiplicidade de lombadas verticais. Nas prateleiras os livros misturam-se com artesanato, ilustrações e produtos regionais como doces ou bolachas. As palestras literárias convivem com as vozes das crianças expectantes para ouvir um conto. Um cantinho está reservado aos livros usados, lidos, relidos e que imploram para que alguém lhes volte a pegar. Enquanto leitora on a budget, uma secção de livros usados é sempre um factor atractivo: posso apoiar livrarias independentes sem gastar muito dinheiro e há sempre a possibilidade de encontrar uma surpresa ou um título esgotado.


On a budget significa também não desperdiçar uma oportunidade de ler sem gastar muito (ou qualquer) dinheiro. Acordei cedo, juntei-me novamente aos meus colegas, sofremos ao subir as escadas até ao Miradouro do Monte Agudo, mas a causa era nobre: usufruir da Grande Oferta de Livros da Biblioteca de Bolso. Boa companhia, céu azul "igual lápis de cor", vista sobre Lisboa e ainda poder adoptar livros? Perfeito!


Um romance situado na época vitoriana, um autor cujo pensamento queria explorar, um outro latino-americano (influências da palestra na Leituria) e um romance recente: os novos habitantes das prateleiras cá de casa.

O resto do dia foi a passear em família, com os livros às costas e de máquina na mão: um curioso habitante a espreitar quem passa, sinais de Primavera, roupa a secar ao sol, monogramas em sítios inesperados e o sorriso do Cheshire Cat. No que se repara quando paramos para olhar.






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