30/03/16

Gente do ninho

Não sei se são como eu, mas acho que não há muitos prazeres que superem a altura de chegar a casa num dia frio e ventoso. Está ladeada pela sensação de libertar os pés depois de um dia inteiro nuns sapatos desconfortáveis ou por um abraço forte e sincero de alguém de quem gostamos muito e não vemos há algum tempo. Encaixamo-nos no cantinho preferido do sofá com um cappuccino quente a aquecer as mãos (ou outra bebida quente da vossa preferência) acompanhado de biscoitos ou uma fatia de bolo caseiro. Ou então torradas de pão alentejano besuntadas de manteiga, bem fininhas! Hmm...

Imaginem-se assim com uma manta, um livro, a ver um filme ou com a melhor companhia do mundo, aquela cuja simples presença vos enche o coração. É delicioso. Para mim, moça do ninho e velhinha assumida, é um bálsamo para o mundo confuso, barulhento e tão exigente que fica para além da porta. Agora que o sol de Primavera nos puxa para passeios e programas ao ar livre, vou apreciando ainda mais cada fim de tarde em que posso cumprir este ritual. Com o mesmo prazer que alguns gozam os últimos dias de praia do Verão, eu deleito-me nos últimos dias de manta e canecas que aquecem as mãos, antes de ficar demasiado calor.

Pertenço àquela raça estranha e incompreendida que prefere o Inverno.

0 comentários: