01/09/16

[Madeira] How big, how blue, how beautiful

1 de Setembro de 2015: depois de dois meses na ilha com o meu pai, estava de volta a casa.

Desses dois meses, lembro-me de momentos felizes e apontamentos de coisas simples que, pela sua repetição quotidiana, se gravaram na minha memória: trago comigo todos os amigos que fiz e os que revi, o seu carinho, o sotaque madeirense, passeios de Domingo com o Pai, um dia de mergulhos na praia de Porto Santo, espetada e milho frito, a atmosfera (e as coscuvilhices) de bairro, uma abundância de buganvílias e frangipani, os intervalos do trabalho a ler, chegar a casa ao pôr-do-sol e ver as Desertas lá ao fundo (ou seriam as Selvagens?), uma manhã de nervos à espera de um avião que trazia a melhor companhia do mundo e que tardava em chegar, figos, gelados à hora de almoço, tantas coisas.




Os madeirenses têm orgulho na sua ilha, vivem bem com o mar. Nem todos os ilhéus são assim: quando estive em Cabo Verde, contaram-me que muitas casas são construídas com as janelas viradas para o interior da ilha, porque o mar é uma lembrança constante da sua limitação geográfica. Os madeirenses é que a levam: aproveitam ao máximo a vista, aquele infinito azul. Não vale de muito lutar contra algo que não podemos mudar. 




Azul: cor de mar e cor de céu. A minha cor preferida. Nos muitos passeios que fizemos pela ilha, os meus olhos voltavam-se sempre para o mar. Há uma panóplia de coisas a ver e a fazer na Madeira. Madeirense que se preze vai com certeza encher-vos de recomendações bem intencionadas e levar-vos a conhecer todas as capelinhas. Para esta continental, o encanto maior vê-se de qualquer ponto da ilha.



Azul: a mais familiar de todas as cores.

(Praia Formosa, Garajau e Ponta de São Lourenço)

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